quarta-feira, 13 de abril de 2011

Uma dose pra comemorar


Hoje estou completando 18 anos, e fiz um resumo pra descobrir se aprendi a viver.
Eu sempre acreditei nos danos que as palavras podem causar, e não é justo que os outros tenham que conviver com isso. Eu sempre questionei, tudo, desde os momentos que deveriam ter sido apenas apreciados, talvez sem a necessidade sequer de palavras ou análises; até os momentos que explicações coexistiam com a ocasião.
Conheci muitas pessoas, umas me deixaram marcas, outras passaram simplesmente sem serem notadas, e certamente eu causei o mesmo efeito.
Quantas vezes desejei (e fiz) mal a alguns. Hoje não sei dizer quem, quando ou porque, simplesmente sei que todos cometem esses deslizes de caráter, ou quem sabe é um simples traço da personalidade humana a qual todos estão fadados.
Pequei por falta; mas o excesso foi predominante.
O pudor me salvou inúmeras vezes de atitudes que provavelmente me tirariam muitas noites de sono.
É engraçado como hoje eu percebo que os conselhos dos mais experientes é sempre valioso, e eu sei que esse é um dos clichês mais infames, mas é uma realidade nua e crua. E o curioso é que todos esses anos caminhando agora não parecem tantos.
O tal amor que todos almejam nunca foi a minha prioridade. Se ele existe  não cabe a mim correr atrás, ele que venha até mim.
Não me engano com a ilusão de que fui uma pessoa que fez tudo o que estava ao meu alcance pra mudar o mundo.
Sofri decepções totalmente irreparáveis, decepcionei, orgulhei, chorei, mudei. Desisti antes de começar.
Sigo esperando que vida me diga o que fazer, e conto sempre com a ajuda do ceticismo.
Fui cristão, ateu, comunista, esquerdista, corinthiano, fã, ficante, amigo e desafeto.
Mostrei muito de mim para pessoas que não mereciam, me dediquei a tarefas inúteis que me desgastaram muito.
Perdi inúmeras oportunidades de me realizar afetivamente por ter uma barreira que me impede de demonstrar alguns sentimentos.
Aprendi muitos valores através de conversas, exemplos, experiências, brigas mas principalmente dos estudos.
Perdi a conta de quantas coisas e pessoas eu já odiei e agora vejo que na esmagadora maioria foi por culpa delas, que hoje me são completamente indiferentes.
Não consigo dizer qual é o meu maior desejo.
E enfim, acho que aprendi. Aprendi a comer, rezar e amar, mas não a viver, já que 18 anos couberam em  alguns caracteres.

0 comentários:

Postar um comentário